SOU FOGO, NÃO BRISA.

-Não subestime os pequenos começos

O efeito da transformação é profundo, portanto, ela deve ser paulatina, através de um treinamento constante. Nietzsche defende as pequenas mudanças. Mega-projetos, novos e complexos são naturalmente belos, mas em geral não mudam de verdade nosso comportamento. O filosofar nietzschiano abre nossos olhos para o que está próximo e é habitual. Fique alerta e tome pequenas doses.

Este é o conceito defendido por Friedrich Nietzsche. Se eu pudesse, hoje dava uma bicuda nele!
Tenho feito um exercício incomensurável para dar um mês para que meu gatinho "mude a vida dele" para termos uma vida. Talvez se eu pensasse como Nietzsche este período fosse mais fácil.
Sei que um mês não é nada, passa rápido...
Mas se parar para pensar que um mês são 4 semanas (incluindo os fins de semana de total ausência), 30 dias, 720 horas, 43.200 minutos a coisa muda de figura. Tudo parece se arrastar e com isso a ansiedade de que após 30 dias o mundo será diferente, muito diferente, só cresce.
E se não for? Se não for muito diferente e for só diferente?

Trinta dias é muito tempo para gerar expectativas, ainda mais para uma pessoa como eu que sou FOGO, não sou BRISA. Energia concentrada.
Não tenho hábito de esperar por nada nem por ninguém, eu vou lá pergunto, questiono e se a pessoa não decide, decido eu. Mesmo que para isso eu pague um preço alto. Já perdi muita coisa assim, pela afobação.
Tem outro fato, mais forte que a minha ansiedade e a minha afobação é a minha palavra, eu prometi dar os 30 longos dias, não me resta outra posição do que cumprir.
Preço alto para o FOGO.
Tomara que valha a pena

Tanta coisa para dar errado.

 É assim quando conhecemos alguém, se pararmos para pensar dar certo é uma loteria.
Em um relacionamento, amizade, profissional, afetivo e porque não familiar, muita coisa pode dar errado. São pessoas com histórias diferentes, com hábitos, costumes, culturas, crenças, tempo e entendimentos que variam muito.
Estava pensando nisso e me perguntei porque dá certo?
Pode ser uma conjunção astral, um fato, uma conseqüência, um acontecimento, ou só sorte.
Tenho observado muito isso estes últimos dias.
O quanto é importante conversar, esclarecer, entender e ouvir o outro, só assim duas histórias podem virar uma.
Um exercício e tanto saber onde, como e quando ceder. Como abrir mão de ser você em algumas coisa sem virar o outro.
Se tem algo que aprendi em relacionamentos anteriores é que abrir mão da própria personalidade tem um custo alto, a vida cobra este custo, rápido e de forma cruel.
Não sei se tem outra explicação a não ser sorte e muita boa vontade dos dois lados.
Tenho feito a minha parte, ele está fazendo a dele.
Sorte por favor não nos abandone.

  

De novo

Deu para acabar com o desejo?
Não, deu para acabar com a fome.

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