R$ Emocional.

 
Tenho avaliado muito esta questão em minhas decisões de uns anos para cá. Engraçado como com a idade este quesito ganha maior importância.
Quando eu estava na faculdade eu achava que queria trabalhar muito, ser workaholik, e um dia ser presidente de alguma empresa. Achava que ser bem sucedida era chegar tarde em casa.
Aí me formei, fui para o mercado e realmente pratiquei este raciocínio. Passei uns cinco anos trabalhando de 12 a 16 horas por dia e achava o máximo fazer isso.
Hoje meus valores são outros, quero trabalhar mas quero ter tempo para ter vida, ver amigos, namorar e principalmente gastar o R$ que eu ganho, teve uma época que eu ganhava muito bem mas não tinha tempo para gastar.
Conclusão larguei este emprego pois o preço emocional estava muito caro.
Foi isso que eu aprendi a mensurar nas minhas decisões de uns tempos para cá, o preço emocional das coisas.
Por exemplo quando vc está em um emprego onde seu chefe transforma a sua vida em um inferno, a ponto de você ficar doente, mas você ganha bem, será que vale a pena? Será que o preço emocional não está alto demais?
Você está namorando um moço que te deixa esperando por horas e na maioria das vezes dá furo, ou a coisa quando se está ao lado dele tem que ser surpreendente ou o valor emocianl também está alto.
Conversei sobre isto estes dias com uma amiga. Ela está na fase workaholik quando já devia estar mais calma, conclusão ela não tem vida social.
Não tendo vida social ela não conhece homens interessantes e está ficando solteirona.
Falei com ela: Toma cuidado, pois todas nós estamos trabalhando mas estamos na fase de dar foco para construir a vida emocional, se você não priorizar isso também vai chegar uma hora que todas estaremos casadas e você estará solteira e sozinha.
Esta tem se tornado uma forte moeda nas minhas decisões, não imaginei que seria tão valiosa.
Será que eu estou ficando velha?

HUCK

Esta foi uma das figuras que aterrorizou muito a minha infância.
Quando eu era pequena minha avó fazia umas roupas de tricô que eu ODIAVA, eram super desconfortáveis e acabavam com as chances de me divertir. Quando vinham com estas peças para cima de mim eu logo ficava emburrada e assim que tinha uma chance ia até o banheiro abria o bidê (coisa que nem existe mais) e me molhava toda, assim ficava livre da camisa de força.
Não demorou muito e minha avó percebeu o artifício lançando mão de outro: passou a dizer que o Huck morava no banheiro.
Pronto achei melhor ficar com as roupas incomodas a visitar o Huck.
A partir deste dia não ficava no banheiro sozinha por nada no mundo, o que causou um outro problema. À noite quando eu levantava para fazer xixi ia até a soleira da porta abaixava a calcinha e fazia ali mesmo.
Contanto esta história ontem para o meu amigo do armário conseguimos vários significados. Minha avó contribui para o medo que eu tinha do Huck consolidar-se, porém ele já existia.
Descobri que meu pai e o Huck são bem parecidos e na realidade eu tinha pânico do meu pai e não do Huck. Meu pai parecia uma pessoa normal e tranqüila e do nada virava um ser agressivo, exatamente como na série.
Engraçado como criança associa as coisas e depois levamos anos para entender algo que nossa própria mente criou.
Veja eu, demorei 28 anos para entender algo que aconteceu quanto eu tinha 5!
E a gente acha que criança não presta atenção nas coisas e que não precisa estar atento a tudo sempre.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, O sonho de muitos e pesadelo de alguns.